Zózimo Bulbul, nascido Jorge da Silva em 21 de setembro de 1937 no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, é uma figura incontornável na história do cinema brasileiro e da luta pela representação negra nas artes. Ator, cineasta e ativista, ele dedicou sua vida a promover e dar visibilidade à cultura afro-brasileira por meio do cinema, abrindo caminhos para as novas gerações de artistas negros.
Sua carreira começou como ator na televisão e no cinema nos anos 1960, período em que integrou produções como Cinco Vezes Favela (1962) e Compasso de Espera (1973), sendo este último um marco por abordar as tensões raciais no Brasil. Zózimo desafiou estereótipos em papéis que expunham a realidade do racismo, mas também a potência e a riqueza da identidade negra.
Nos anos 1980, ele migrou para trás das câmeras, firmando-se como diretor e roteirista. Seu curta-metragem Alma no Olho (1973), inspirado em Black is Beautiful, tornou-se uma obra de referência. Com uma linguagem poética e experimental, o filme traça paralelos entre a escravidão e a liberdade através da dança e da expressão corporal, sendo celebrado internacionalmente como uma peça seminal do cinema negro.
Ao longo de sua trajetória, Zózimo Bulbul realizou filmes que exploravam temas da diáspora africana, ancestralidade e resistência. Entre suas produções, destacam-se Abolição (1988), um documentário que examina o centenário da abolição da escravatura no Brasil, e República Tiradentes (2004), que resgata histórias de comunidades negras no Rio de Janeiro.
Seu compromisso com a cultura e a história afro-brasileira culminou na fundação do Centro AfroCarioca de Cinema, no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro. Este espaço tornou-se um núcleo de articulação e formação de cineastas negros, um ponto de encontro para discussões sobre identidade, estética e resistência através do audiovisual. Sob sua liderança, o Centro também deu origem ao Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, um festival internacional que celebra e difunde o cinema afrodescendente.
Zózimo Bulbul faleceu em 24 de janeiro de 2013, deixando um legado indelével no cinema e na cultura brasileira. Seu trabalho continua a inspirar a luta por representatividade e pela valorização das histórias e das vozes negras no Brasil e no mundo.
Metáfora sobre a escravidão e a busca da liberdade através da transformação interna do ser, num jogo de imagens de inspiração concretista. Música de John Coltrane.
O filme tem como tema central a história de Aniceto de Menezes, o Aniceto do Império, considerado o mestre do partido-alto.
Conduzido pelo próprio sambista, o filme vem repleto de memoráveis histórias da sua vida. Porém, o documentário é bem mais do que a sua biografia: ele documenta a trajetória dos negros das classes populares.
Com fala mansa, cheia de rodeios e de uma oratória impecável, Aniceto conta a sua trajetória, desde o nascimento no bairro do Estácio até a sua chegada à Prazer da Serrinha, culminando na fundação da tradicional escola de samba Império Serrano.
Aniceto relembra também o duro trabalho no Cais do Porto e como organizou o Sindicato da Resistência.
Cem anos após a assinatura da Lei Áurea, que aboliu (pelo menos em lei), o regime da escravatura no Brasil, pairam no ar inúmeras interrogações sobre o que foi feito do negro durante esse tempo.
Documentário sobre o dia nacional do samba (2 de dezembro), quando acontece no Rio de Janeiro uma festa nos trens que saem do centro da cidade e vão até o subúrbio de Oswaldo Cruz. É uma noite inteira de samba, sem parar, para celebrar o mais brasileiro de todos os ritmos.
é um filme brasileiro dirigido por grupo de jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro e produzido por Carlos Diegues e Renata de Almeida Magalhães. O filme é dividido em cinco episódios, dai vem o titulo do longa-metragem e também fazendo referência ao filme Cinco Vezes Favela (1962). 5x Favela – Agora por Nós Mesmos é o primeiro longa-metragem brasileiro totalmente concebido, escrito e realizado por jovens moradores de favelas
Filmado em mini DV, o filme “República Tiradentes” é uma poesia afetiva, baseada nas histórias das dançarinas de gafieira, dos atores, dos malandros, das meninas e de toda a boemia que viveu e vive momentos de alegria e glória no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. É uma homenagem principalmente à origem da gafieira. Uma história vivenciada por mim ao longo da vida. É também uma prova de luta e força para a realização de um desejo antigo, num momento ainda delicado, em que me recuperava de uma doença.
Oswaldo de Oliveira
Na fictícia República de Maranguaya, um casal tenta montar um aparelho de guerrilha para desestabilizar o governo, porém são delatados, presos e torturados barbaramente.
Antunes Filho
Jorge (Bulbul Zózimo), jovem poeta negro, é amante de Ema (Elida Palmer), diretora de uma agência de publicidade em São Paulo. Numa reunião literária, ele conhece Cristina (Renée de Vielmond), branca de família aristocrática. Nasce uma simpatia entre ambos, e quando voltam a se encontrar são surpreendidos por Ema, que provoca uma discussão e o afastamento de Cristina. Angustiado, Jorge procura sua família, depois de meses de ausência, e é repreendido por abandonar sua origem humilde pela irmã Zefa (Léa Garcia) . Encontra novamente Cristina e os dois buscam refúgio para seu amor nascente numa praia distante, onde são humilhados, com revolta e desaprovação pela diferença racial, por pescadores locais. Também a diretora da escola de Cristina e sua família fazem pressão sobre a jovem, e ela resolve partir para a Europa. Jorge abandonado e criticado pelos amigos negros sente-se perdido numa sociedade na qual não consegue se inserir, enquanto Ema insiste em procurá-lo.
Cacá Diegues
Num engenho de Pernambuco, por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde existe uma nação de ex-escravos fugidos que resiste ao cerco colonial, entre eles Ganga Zumba, um príncipe africano. Tempos depois, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta as ideias conciliatórias de Ganga Zumba (Príncipe) e enfrenta o maior exército jamais visto na história colonial brasileira.
Paulo César Sarraceni
O filme é baseado na vida de uma pessoa real, um bicheiro deficiente que perdeu um braço durante a juventude, e que se torna “patrocinador” de uma escola de samba, um hospital e um orfanato.
Joel Zito Araújo
É uma lírica história de redenção amorosa entre irmãs, mães e filhas, na pequena cidade de Lavras Novas, interior de Minas Gerais, onde os fantasmas da escravidão e do racismo acentuam os dramas de forma sutil e poderosa.
Rui Guerra
A história se passa em uma cidade pacata com construções senhoriais, em meio a chuvas torrenciais e muita lama. A princípio o diretor vai apresentando cada um desses estranhos habitantes que vivem enclausurados em seus mundos. Conforme o filme se desenvolve, descobre-se que, na realidade, há uma rivalidade entre famílias na cidade, e que o elemento catalisador da briga são bilhetes anônimos que são distribuídos, revelando segredos de cada um dos personagens. Isso provoca situações fatídicas com final definido, mas que não muda em nada o andamento da cidade. Ruy Guerra trabalha a estrutura narrativa do filme de maneira experimental (caminho que já parecia desenvolver em Estorvo), em meio ao caos de uma cidade perdida e de um povo neurótico. Mostra Int’l de Cinema de São Paulo
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Descubra um espaço dedicado à valorização da cultura, história e arte afro-brasileira. No Centro Afro Carioca de Cinema, celebramos a diversidade, promovemos o diálogo e apoiamos a produção audiovisual que transforma perspectivas e inspira mudanças. Estamos de portas abertas para receber você! Confira nosso endereço no mapa abaixo e planeje sua visita.
Endereço: R. Joaquim Silva, 40 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ, 20241-110, Brasil
Horário de Funcionamento: [Insira os horários]